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Drama é o meu nome do meio .

we cry



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Está bem

-Está bem. – Foi só o que eu lhe disse, zangada com o mundo, mais nenhuma palavra o satisfez. Foi nessa altura que ele me agarrou no rosto, passou as mãos pelos meus lábios e pregou-me um beijo lento e conquistador, quente e dócil o suficiente para me fazer voltar a choramingar, não sei se de tristeza se de felicidade. As suas mãos percorreram o meu pescoço e os meus braços frios e chegaram à minha cintura e como se eu fosse cair pegou nela e chegou-me mais para o calor do seu peito. Eu chorava porque nessa altura era só o que conseguia fazer, tal como nos filmes e nos livros sentia uma certa efervescência nos punhos que me faziam querer esmurra-lo não no peito como qualquer bela actriz, protagonista ou heroína, mas na cara tal era a minha cólera, fúria, indignação para com Gabriel e para com a insegurança que ele plantara em mim. Mas não tinha força, continuei apenas a chorar agora no seu ombro desprovida de qualquer energia, ele acalentava-me e passava as suas mãos pelas minhas costas causando-me calafrios. Pegou em mim e deitou-me na cama, finalmente chegara ao meu destino, só não contava que Gabriel se deitasse junto ao meu corpo cozendo a minha pele à sua, formávamos a nobre concha tão aclamada pelos apaixonados.
Parara de chorar. Perdi a conta ao tempo e depois de ter secado e de o frio se começar a apoderar dos meus ossos e da minha carne, fui encontrar o seu olhar:
-Não tens que ir trabalhar?
-Tenho.
-Não vais?
-Não.

-Está bem – Disse-o de novo, não lhe facultava mais nenhuma palavra.



sábado, 17 de agosto de 2013

Ruiva

Gabriel Brigas e Clara Papoilas – O inicio

                O calor era tal que comia a pele escaldada que pensado ter réstia de hipóteses face a tais temperaturas abrasadoras, usava e abusava de protector 50+. Há já uma hora que estava sentada numa esplanada centrada num largo Espanhol, ao longe conseguia avista-lo, ouvia a sua voz reconfortante, o quão bela era? Dócil, baixa, sensual … Não agora, agora era alta, forte e algo áspera para que pudesse chegar aos ouvidos de todos os que o admiravam a ele e às bolas que saltitavam de mão para mão, da testa para o nariz, depois para o pé voltando para as mãos. Queria estar junto a ele, a ouvi-lo de perto, mas por já ser talvez o décimo espetáculo a que assisto, o encanto vai desvanecendo um pouco e a sombra deste chapéu era tão sedutora que larguei o Gabriel por momentos, para me vir poder saciar com uma bela água fresca. O meu pescoço pinga tanta água que dava para encher uma garrafa semelhante a que agora bebi, os meus cabelos ruivos teimam em soltar-se mas eu amarrei-os, não posso deixar que tenham vida própria, não neste dia em que à sombra, estão perto de 40ºc. Acabou, as pessoas começam a dispersar e vejo agora o dono do circo, o gerente da companhia, o homem das contas dirigir-se a ele. Há cerca de 15 dias que chegamos a Málaga, a principio Gabriel não fora assim tão bem recebido, os restantes artistas não se mostram muito abertos aquele homem algo escuro que entrara pensando que tinha os mundos na mão, quando se apercebeu que não eram mundos mas sim só laranjas, a hostilidade desvaneceu e agora era elogiado a torto e a direito, os trapezistas perguntaram-lhe se não queria fazer um número com eles visto Gabriel ter umas luzes acerca do assunto, luzes que vinham da chama que Chapitô introduzira nele. Andam a trabalhar nisso …
                Para mim? Para mim é complicado, vamos agora seguir para Madrid e depois para Barcelona, queria ir a Pamplona, queria visitar as praias Espanholas, mas não é isso que está no percurso, no mapa, nos planos. Nos meus planos também nada disto estava traçado. Nos meus planos estava um verão romântico, aventureiro, sedutor, quente e divertido. A única coisa que se concretizou foram as altas temperaturas que afinal de contas não são assim tão bem recebidas pelo meu organismo habituado à região Londrina onde moro. O último beijo que Gabriel me dera foi na primeira vez que o vira em Lisboa, anda afastado de mim … Logo aí, posso riscar o romântico, assim como o sedutor, aventureiro e divertido, porque o cansaço come os músculos de Gabriel e quando chegamos ao hotel de 3* em que estamos instalados, a cama é de tal forma sedutora que passado poucos minutos, lá está ele envolto nos seus sonhos … Da última vez que o fora chamar, a resposta dele fora: “-Já vou Martinha”. E que digo eu face a isto? Nada. Deixo os meus dias voaram pelos nós dos dedos, anseio por dois segundos durante o dia com ele e assim que os tenho contento-me com tal. Quando me tornei nesta Clara? Quando? Quando passei a viver a minha vida conforme a de alguém? Agora. Ganho coragem para falar sobre tal assunto ensurdecedor, quero questionar-lhe acerca da Marta, quem é ela? Que vida tinha ele? O que se passara nos últimos anos? Eu contara-lhe tudo, mas ele somente ouvira. Será que o conheço como a palma da mão, não, a resposta é simples e pragmática. Achava que sim, mas agora apercebo-me que nem como a palma da mão, nem como a do pé. Não o conheço e sempre que tento abordar tal assunto, as pernas tremem, as mãos suam e eu gaguejo.

                E lá vem ele a correr para mim, com o seu sorriso hipnotizador, vou agora conformar-me com os dois segundos a que tenho direito.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Prison Break

Ando colada a televisão, a minha adorada Fox tem me presenteado com esta série, que a meu ver é grandiosa. Ando a papá-la.

Mas por favor expliquem-me.

Tem que correr sempre algo mal? Porque não chegam eles ao ouro uma vez que seja?

Benfica

Queridos Astronautas (ao tempo que não vos tratava por tal nome, deleite, o que seja ...)
Não sei se sabem, mas moro com dois apaixonados pela cor vermelha. Algo que a mim me aflige bastante é estar em casa quando os encarnados jogam, devido a todos os gritos que quase deitam a casa a baixo. Antes era só uma voz imponente que puxava pelas pernas dos jogadores do Benfica, agora são duas ... Qual o mais apaixonado? Doido? 
Eu sou benfiquista (por gosto), que remédio tenho também? 
Isto para vos contar que o meu pai no passado sábado levou-me a visitar o estádio do Glorioso, passei a tarde inteira de pé a vaguear pelo estádio e pelo museu. Eles nada pagaram porque são sócios, quanto a mim foi 20 eur que o meu pai largou para me levar lá. Eu gostei!



O Estádio


Na sala de conferências

Raquel



Os dois apaixonados
Eu não sabia o que me esperava, portanto a minha inconsciência deixou-me levar um vestido comprido e saltos altos para um estádio de futebol. Ia eu andar pouco!

Duas das milhentas taças que lá se encontram. Há para todos os gostos!

A minha parte preferida, foi um corredor que nos mostrava a história do mundo, desde que o Benfica nasceu (1904) até à actualidade. Referindo aspectos importantes da história mundial como as grandes guerras, Fernando Pessoa, o aparecimento da Internet. Vários aspectos que definem a sociedade contemporânea, mais que isso, o nosso mundo, as pessoas, o lugar onde vivemos!

Brincando

Damião

A camisola de Miklós Fehér - Quem não se lembra?


Pantera Negra


Raquel e os planos

A minha Raquel fez anos dia 4 de Agosto, fomos festejar.
Ela para os seus 18, planeou uma noite inteira que passava por um restaurante nas Docas e por um resto de noite no Urban Beach. Qual foi a nossa maior surpresa (ou não) quando nada do que foi planeado foi realizado, ao que parece os nossos planos não gostam de se concretizar. Mas não podíamos ter uma noite mais divertida, não podíamos ter pedido para andarmos feitas tontas a espreitar discotecas de carro, nem se quer podíamos ter pedido para nos perdermos em Lisboa e termos ido parar ao Casino de Lisboa, às 2:00 h da manhã! Os meninos foram de táxi, não se perderam.
Eu não perdi, ganhei 5 eur e uma noite agridoce!
Um agridoce que soube a mel

Parabéns querida, ily








segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Gabriel


Ganhei forças e voltei a enlaçar os seus braços voláteis e quentes em redor do meu pescoço. As suas pernas estavam tão dóceis que me escorregavam por entre os dedos, o seu cabelo desta vez cheirava a ironia, sarcasmo, talvez a escárnio, cheirava ao “odeio-te” que sabe a “amo-te”, cheirava a todas essas palavras que eu lhe queria gritar, mas que não tivera oportunidade e audácia para tal. Mas no fundo, o que envolvia e ligava todas essas possíveis conjunturas era aquela consciência, aquela afeição, aquele sentimento tão pequenino mas tão influente, tão valioso para mim. Tão desprezível para ti. Talvez amor? As minhas pernas teimosas não queriam percorrer as escadas, mas eu lutei contra elas a cada degrau que subia, a cada passo que dava até chegar à rígida porta do teu quarto, à dura fria cama que esperava por ti. Era insensato, cruel até, deixar-te ali desamparada, sozinha ... quando o teu corpo chamava pelo meu. Mas eu não queria o teu corpo, eu queria o teu coração, a tua cabeça, os teus pés, as tuas mãos.

Não o teu físico, canastro, cortiço, corpo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A Ruiva do Andar da Esquina

De: A Ruiv do Andar da Esquina

-Clara? - Tentei eu, mas a minha voz demasiado baixa não chegou aos seus ouvidos – Clara? – Agora quase que gritara, dera dois passos apressados e aproximara-me mais – Clara Papoilas? – Agora sim gritara e corria atrás dela. Ela parara … Foram preciso duas fracções de segundo para avistar de perto o seu rosto tão próximo do meu, tal eram os seus 175 centímetros de formosura. Sorri, sorri como há muito não sorria quando me apercebi que era ela, a minha Ruiva do andar da esquina, ali está a mulher por quem eu movi mundos e fundos, ao fim de tantos anos, de tantas emoções, de tanto tudo e nada. Recordara agora o último momento que a tivera tão perto de mim, foi algures em Londres, quando ela colara os seus lábios aos meus. Não pude finalizar este doce pensamento, porque antes de criar mais uma qualquer imagem na minha mente, ali estava o corpo dela cada vez mais próximo do meu, o seu sorriso, o seu brilho e os seus lábios cozidos nos meus, tal como na última vez que a vira. Eram carnudos, doces, quentes e afogavam-se em mim, o seu nariz brincava à apanhada com o meu e os seus esguios braços entrelaçaram-se no meu pescoço quando as minhas mãos aconchegaram as suas costas e puxaram-na cada vez mais para junto de mim, como se eu a quisesse engolir. Talvez quisesse, tal era a sofreguidão daquele beijo tão esperado. Dei por mim a tentar controlar as minhas mãos, que desesperadamente queria percorrer as suas costas até chegar ao seu guloso e redondo traseiro. De repente questionei-me: Mas que raio estas tu a fazer? Mas nenhuma resposta importava porque o seu corpo continuava pegado ao meu, os seus braços entrelaçados e a sua boca semiaberta brincando com a minha.