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domingo, 22 de maio de 2011

Lost

Há uma simples razão para tudo isto. Ontem não me importava com o perder, porque nunca poderia perder algo que nunca tivera. Mas que no entanto sempre desejara ter ... Hoje tenho, e tenho, e tenho e tenho ! Tenho-te a ti e ao mundo! Não na palma da minha mão, não na minha sombra. Mas no reflexo do meu olhar ... E agora que tenho, sofro por ti, por mim e pelo mundo. Porque amanhã vou saber o que é perder ...
Por isso beijos e abraços quentes de antecipação, assim como a minha dor.

Guarda-me na lua, porque lá só tu consegues chegar !


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Açucar no sangue


Juro que não tenho palavras.

Voaram todas elas com o toque do teu olhar e o calor do teu corpo. Juro que queria dizer-te o quanto eu hoje sonhei contigo de olhos fechados mas de mente aberta. Desperta, mas não o suficiente.

 Gostaria também de te dizer que sinto-me bastante cansada do mundo e tu hoje foste a minha cura . Acabas por sê-la todos os dias. O açúcar no meu sangue.

E com medo do amanhã, só te quero prender aqui, no meu ontem.

Um abraço do tamanho do mundo, daqueles apertados para deixar contigo parte de mim e de ti. O meu cheiro e o meu calor.

Não quero mais pensos rápidos doce.

Juro



Juro que vi a tua sombra quando o sol se escondeu.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Desfecho

Saí de casa de pijama, porque não sabia que desfecho teria a minha manhã. Vim à rua ver como estava o tempo e deparei-me com o teu nome escrito no céu. Levei as letras para cima e deitei-me com elas na minha cama. Sonhei com o teu rosto e escrevi-o nas entrelinhas do meu mundo.
Acabei por me levantar, vestir-me e sair de casa. Olhei para lá do teu olhar e fiquei abraçada à tua sombra pelo resto da manhã, e quando o sol  já não me puder ver chamar-te-ei por entre as estrelas e sonharei de novo contigo,  já de pijama nos meus lençóis cor-de-rosa.



talvez




Eu só quero a tua vida pegada a minha, como mel ! Doce !

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sim !



Apredendes-te a ser o branco no meu preto ! Por isso, para ti é só um abraço semelhante ao solsticio de verão, porque pensos rápidos é o que há mais no meu coração .

sábado, 26 de março de 2011

Casinha de papel

Brinquei com o olhar para te voltar encontrar, pequenina com traços marcados.
Tua altivez encantou-me ! Icei o isco para o apanhares. Eras peixe, peixe raro entre mares salgados e futuristas. Pouca sorte ! Fugiste ! Não te queria comer pequenina , queria apenas a tua companhia, dar-te-ia um aquário, com pacotinhos de açúcar , para esqueceres toda a amargura que te acompanha, Também tu és amarga ! Mas eu quero-te ! Doce , amarga, tanto faz pequenina ! Só te quero a meu lado ! Na nossa casinha de papel.




Então, a pequenina que afinal de contas, não era assim tão pequenina porque chegava bastante bem à testa do apaixonado ! A pequenina aceitou o aquário e viveram numa casa de papel.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Perdoa-me

Odiava-te por tudo e nada ! Pela maneira de como me deixavas. Mas agora que provas-te o veneno, só me condeno por não ter tentado impedir-te de tal sofredão... Por to ter dado de mão beijada ...


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pequenos, grandes, heróis, fracos, princesas e príncipes. Fadas e duendes, sapos, bons, maus .Pessoas ... 
E não és herói, não és príncipe, não és fraco, mas também não  tens grande fortaleza, és duende e sapo, és bom e mau ! És pessoa, imperfeito tal como eu .
 Nunca te pedirei para seres meu herói. Não és, nunca serás. Nem tu nem ninguém. Mas mais uma vez tiro-te o chapéu, levanto-me e faço-te uma ovação, odeio-te por isso ! Por aquilo que sabes.
Odeio me ainda mais , por fazer com que me afecte, por falar com meias palavras e fazer com que nem eu me perceba bem a mim. Até á meia hora atrás, vivia na ignorância das minhas próprias palavras, fechava os olhos. E dizia para mim mesma que iria ficar tudo bem . Á pouco abri bem os olhos e soltei um grito desafinado onde disse tudo o que abominava e o quanto a minha vida estava torcida. Não é que me sinta melhor, pelo contrário, sinto-me apenas menos ignorante.

PS: Perdoem-me caros astronautas , isto por estes lados anda um pouco "torcido" . E sabem que mais ? Ideias, tempo e inspiração é coisa que me falta ! Não pensar é mais simples, doí menos . Perdoem-me pela melancolia eminente .
Talvez volte a escrever sobre a Nossa Amiga Clara , A Ruiva do Andar da Esquina ! O que acham ? Beijinhos e Felicidades . Uma boa quarta-feira . São agora 19:23 , e parece-me que vou tomar um banho de 5 horas e dormir durante 2 dias, e depois vou estudar matemática A até ficar com os olhos em bico.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ruiva, mais ?

Pé entre é, largava o seu perfume, por uma praça que se assemelhava a Praça de D. Pedro V , o Rossio. Mas mais recatada , igualmente bela, mas irreconhecivel pelo pouco movimento que esta respirava . Provavelmente tratava-se realmente do Rossio, mas não havia a habitual confusão, barafunda, agitação, desórdia, balbúrdia.
Assemelhava-se ao seu quarto em ponto grande. Seu, só seu ! O seu tesouro que partilhava apenas com o seu minhau. Sua mãe desistira de lá entrar e foram muito poucos ou quase nenhuns os amantes que lá entraram.
Outros amante, eram os pelo vintage arregalavam os olhos para Clara. O seu vestido azul, pálido como o céu quando quer chover, condizia com o laço que prendia os seus cabelos Ruivos. Não se esforçara para parecer bonita aos olhos de ninguém. Vestira-se e atara os longos cabelos, com alguma sorte o que era um vestido maltrapilho e um pedaço de pano, fizeram-se parecer com algo parcialmente bonito.
Saíra de casa cedo porque o sono fugiu ! Mas perdia-se por aquela grande praça, andava as voltas, via as horas pelo sol e esperava pela lua. Ouvia música pelo seu ipod e esperava por ninguém !
 O Ninguém não era agradável, era doce e fazia fervilhar o seu coração, era grande e abraçava-a ! Mas não era bom, pelo contrário, eram as memórias torcidas. Então mandou embora o Ninguém e ele foi antes que Clara dissesse que não queria mais a sua companhia .
Quando o Ninguém se foi embora , o Alguém chegou, também ele era doce. também a fazia fervilhar , de inicio não, mas foi aquecendo. Era pequenino mas também a abraça-va e algum dia iria ficar grande.

Então ele chegou, abraçou-a e deu-lhe um pastel de nata. Passearam até a Lua chegar e a Ruiva aprendeu a amar.


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Mais Ruiva?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desconhecido

Já não me lembrava como era ! Sentir a agonia e os sapos na garganta. Vejo-me apática e sem cor, as olheiras contrastam com o palidez do meu rosto, os lábios prendem-se e as mãos tremem, o coração aperta e perde-se. Não há mais tal orgão condutor dentro de meu corpo sem jeito.  Não há vestígios de lágrimas, estranho ...  Qual diagnóstico, qual carapuça.
 Juro que não me recordava de tal efémera sensação. Uma corrente de inspiração prendeu-se de tal modo a mim que me doem a ponta dos dedos, no entanto, está tudo tão confuso e as letras emaranha-se às ideias e não se libertam mais, e volto a escrever. E queria contar tudo ao papel , mas tenho medo do que vou dizer, tais palavras abominam-me. E meu feitio forte hoje fraquejou.
Tiro-te o chapéu. Sinto-me um bicho e odeio-te por isso