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terça-feira, 15 de março de 2011
Sufoco de uma vida sem vida
As palavras fogem. Honestamente ? Talvez não tenham muito a dizer.
Cansada de floreados e palavras doces, minhas palavras, meu doce. Anseio por lê-las e ouvi-las em outrem. Ando com pesos nos olhos, e as pernas atadas ao chão, mas mais pesado que tudo, está a cabeça que faz companhia ao coração. Coraçãozinho que já não sente. Apático , entretém-se com o acolhedor e descansado lugar de observador. Cobiçado por muitos, mas temido por tantos.
Acordo também eu apática, sem saber para onde me virar , sem cor no rosto e brilho nos olhos, sem leveza na alma e doce nas palavras. Sem tudo e com nada . O sangue para de correr nas veias e ando sem vida em tudo o que faço.
Quero a lufada de ar fresco que me salva da respiração pesada, do sufoco de uma vida sem vida.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Desconhecido
Já não me lembrava como era ! Sentir a agonia e os sapos na garganta. Vejo-me apática e sem cor, as olheiras contrastam com o palidez do meu rosto, os lábios prendem-se e as mãos tremem, o coração aperta e perde-se. Não há mais tal orgão condutor dentro de meu corpo sem jeito. Não há vestígios de lágrimas, estranho ... Qual diagnóstico, qual carapuça.
Juro que não me recordava de tal efémera sensação. Uma corrente de inspiração prendeu-se de tal modo a mim que me doem a ponta dos dedos, no entanto, está tudo tão confuso e as letras emaranha-se às ideias e não se libertam mais, e volto a escrever. E queria contar tudo ao papel , mas tenho medo do que vou dizer, tais palavras abominam-me. E meu feitio forte hoje fraquejou.
Tiro-te o chapéu. Sinto-me um bicho e odeio-te por isso
Juro que não me recordava de tal efémera sensação. Uma corrente de inspiração prendeu-se de tal modo a mim que me doem a ponta dos dedos, no entanto, está tudo tão confuso e as letras emaranha-se às ideias e não se libertam mais, e volto a escrever. E queria contar tudo ao papel , mas tenho medo do que vou dizer, tais palavras abominam-me. E meu feitio forte hoje fraquejou.
Tiro-te o chapéu. Sinto-me um bicho e odeio-te por isso
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Doí Doí (22:52)
Doí-me as mãos do frio, (mas)
Ouso brincar com palavras, (essa)
Ilicita sensação de brio
Doí-me a minha alma de papel (mas)
Orgulho-me da estranheza das palavras (minhas)
Irregulares, loucas ... São de mel !
Tenho um doí doí no coração, um buraco.
PS: Sinto-me maldisposta, doente, deprimida. shit ! Perdoem-me por esta minha invenção, um tanto ou quanto louca. Não quero saber!
Ouso brincar com palavras, (essa)
Ilicita sensação de brio
Doí-me a minha alma de papel (mas)
Orgulho-me da estranheza das palavras (minhas)
Irregulares, loucas ... São de mel !
Tenho um doí doí no coração, um buraco.
PS: Sinto-me maldisposta, doente, deprimida. shit ! Perdoem-me por esta minha invenção, um tanto ou quanto louca. Não quero saber!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Não sei sorrir, defeito ou feitio?
Não sei sorrir, defeito ou feitio?
Arranjo desculpas hipotéticas, como ter tido pedaços de metal nos dentes, mas o que é isso ? Nada. Em vez do sorriso espontâneo e natural que tanto invejo em outrem, em mostro os dentes, abro a boca para mostrar o esplêndido trabalho da minha dentista. Que egoísta, porque tem ela de ganhar os louros todos?
Mas eu sei bem quem me roubou tal importante pedaço de mim, levou-o e não mo devolveu, ou talvez fui eu que não o quis aceitar de volta, na altura era apenas uma lembrança, agora já não ...
E "sorriso" ? Que palavra mais feia ... Tal acto de mostrar os dentes. Porque não se pode chamar "dedal" , ou "beijinho" , talvez "botão" . Agora "sorriso", que palavra feia! Mas eu ainda sou mais feia por te o ter oferecido, e tu ainda mais por não me o teres devolvido.
Se bem que " Mostra-me o teu botão", não é tão "bonito" como "Mostra-me o teu sorriso".
Alguém me pode ensinar a sorrir ? Ou talvez a recuperar tal forasteiro. Volta seu safado.
PS: Gosto muito da palavra bonita/o.
PS2: Peço desculpa, pela melancolia eminente nos últimos textos. A Ruiva está adormecida mas volta em breve caros astronautas, gosto muito de todos vocês ♥
Arranjo desculpas hipotéticas, como ter tido pedaços de metal nos dentes, mas o que é isso ? Nada. Em vez do sorriso espontâneo e natural que tanto invejo em outrem, em mostro os dentes, abro a boca para mostrar o esplêndido trabalho da minha dentista. Que egoísta, porque tem ela de ganhar os louros todos?
Mas eu sei bem quem me roubou tal importante pedaço de mim, levou-o e não mo devolveu, ou talvez fui eu que não o quis aceitar de volta, na altura era apenas uma lembrança, agora já não ...
E "sorriso" ? Que palavra mais feia ... Tal acto de mostrar os dentes. Porque não se pode chamar "dedal" , ou "beijinho" , talvez "botão" . Agora "sorriso", que palavra feia! Mas eu ainda sou mais feia por te o ter oferecido, e tu ainda mais por não me o teres devolvido.
Se bem que " Mostra-me o teu botão", não é tão "bonito" como "Mostra-me o teu sorriso".
Alguém me pode ensinar a sorrir ? Ou talvez a recuperar tal forasteiro. Volta seu safado.
PS: Gosto muito da palavra bonita/o.
PS2: Peço desculpa, pela melancolia eminente nos últimos textos. A Ruiva está adormecida mas volta em breve caros astronautas, gosto muito de todos vocês ♥
domingo, 9 de janeiro de 2011
23:25
Acordei bem disposta.
No final do dia, já á alguém me tinha perguntado : Mas tu não gostas de mim ? - E tudo ruiu a meus pés ..
Se chuva cai a meus pés
Mas nuvens não há no céu
De onde vem triste água
Oh, cai do meu véu !
Ps: Já não tenho mais dedos para contar há quanto tempo, não brincava com palavras e aventurava-me no sofrido mundo da poesia
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