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terça-feira, 10 de junho de 2014

A Ruiva - Capitulo 1

Capítulo 1


O Início (Agridoce)
O ”Era uma vez” difundido no “felizes para sempre” criando a nossa doce, amarga e distorcida história.
“-Malabarista! Senhor malabarista! Rapaz, olhe a sua mão, está a arder homem …”


“ O Sol nasce sete dias no império Britânico” – Ó que bela frase, e cheia de razão! Não é que me queixe, eu gosto do inverno, mas esta chuva … Já me faz cabelos brancos, e é de salientar que tenho apenas vinte e dois anos. Não sei ao certo quem a disse, mas ponho as mãos no fogo em como foi um senhor ou uma senhora cheios de sapiência. Coisa que honestamente me faz falta, mas gosto de crer que isso ganha-se com experiência de vida, com os anos a passar por nós e a deixar as marcas da sua passagem. Tanto as rugas como os cabelos brancos são da praxe e é egoísta quem os negar, afinal são apenas provas de que tiveste uma vida! Não é bonito ver o plástico que cada vez mais é tão usado por pessoas de papel. Tenho orgulho em dizer que sou de carne e osso e não de plástico, sou genuíno e não tenho medo das rugas! Que venham elas, ricas amigas, companheiras de uma vida …
Bem, mas por agora a minha pele não está amarrotada, pelo contrário. Dizem que esta é a flor da idade, mas tal conceito não se aplica no meu caso. Já a vivi, talvez tivesse os meus dezasseis anos, tive tempo de fazer todos os disparates aceitáveis e não aceitáveis, de gritar ao mundo que estava vivo e que não tinha medo dele, ainda lembro da minha mãe a gritar: - Gabriel, és fresco. Mas eu tiro-te a frescura toda! – Que saudades tenho da minha mãezinha. E do meu rico pai? Por onde anda ele?
Foi aos dezoito que sai de casa para “encontrar o meu caminho” , fora isso que disse a minha mãe. Tretas … Queria divertir-me, beber e conhecer meninas bonitas (que tolo que era, ou ainda sou …) mas foi isso que me levou a fazer as malas, a despedir-me da minha rica mãe e das suas empadas de galinha.
 Sempre com as laranjas debaixo do braço, aquele breve desejo que nunca cessa, mas que também nunca aflora ao cimo de mim de modo a tornar-se pujante e a fazer de mim um homem confiante.
Prometi à minha mãezinha que voltaria com as ideias no lugar, com um emprego, com uma casa, talvez um carro. Agradou-lhe a ideia, já com três filhas criados, só falto eu.
 Ligo-lhe todas as semanas com o velho telemóvel, perdido algures na casa que trago as costas, se a minha pobre mãe soubesse do que é feito de mim... Ligo à minha mãe, falo com o meu pai. E passo horas a conversar com as minhas três irmãs mais velhas. Todas elas são as donas do meu coração … Mas por estranho que pareça, estou tão bem! Livre! Sem casa, é verdade, mas sem rotinas, sem nada, só eu e as minhas laranjas. Mas já passam quatro anos que ela não me vê, talvez deva voltar e admitir a derrota, mas por agora, o meu orgulho ainda não me permite fazer tal coisa.
Ninguém compreende tal vida que levo, mas tenho o lápis não mão, só falta o mais difícil, começar a viver. Meu nome é Gabriel Brigas, nasci numa sexta-feira treze, tenho vinte e dois anos e três irmãs, todas elas são brancas como a cal, têm a cara sarapintada de sardas e são belas como o mundo. E enquanto elas são o branco, eu sou o preto. Literalmente, há uma explicação válida. Enquanto o pai das minhas irmãs tem os olhos da cor do céu e a pele branca. O meu pai, marido da minha mãe, é da cor da minha sombra.
E orgulho? Sim orgulho-me de ser diferente. Orgulho-me de não ser branco nem preto. E em vez de vinte dedos, tenho dezanove, uma história que vos contarei mais tarde, mas o mais importante. Estou apaixonado pela mulher mais bonita do mundo a seguir à minha mãe, a Ruiva do andar da esquina.

Í

Aí vem ela, que bela que hoje está, ainda mais bonita que nos outros dias, talvez por ser domingo, está com os cabelos ruivos no alto. É a mulher mais bonita do mundo.
Talvez seja por sua causa que não consigo deixar esta rua, arranjar um emprego e alugar um andar, mas vou fazer o quê da minha vida? Sabe tão bem, vê-la partir de manhã com as galochas verdes e condizer com a gabardine e o cabelo fresco e solto. Vê-la chegar já à tardinha com o ar cansado. Contempla-la a regar as margaridas e a sair à noite com as suas amigas que buzinam e buzinam até ela sair com o vestido justo e curto que faz realçar as suas formas de mulher.
Gostava tanto de saber mais, orgulho-me da minha perspicácia, do simples facto de ser observador. Mas do que me iria orgulhar ainda mais era encher o peito de coragem e convida-la para um café com leite, naqueles grandes copos de café que ela leva para o trabalho todos os dias. Mas como? Se vivo das laranjas que atiro ao ar, e da boa vontade de quem passa por mim? Gosto de dizer que sou malabarista! Mas quem quero enganar? Sou aquilo a que chamam um vagabundo …  E talvez seja. E porque não orgulhar-me disso também? Sou vagabundo porque minha casa é junto a ti Ruiva!
E os ciúmes que me consomem quando te vejo entrar ou sair com um dos teus amigos. São tantos os que disputam o teu nobre coração, mas tu simplesmente parte-los como casca de ovo, infelizmente ainda não tiveste oportunidade de brincar com o meu!
Foi na manhã quase quente de sexta-feira, que soube tudo o que queria saber sobre ti, pelo menos era o que pensava na altura, agora sei que quero saber muito mais! Logo reparei que falavas muito, era impossível não entender isso, tinhas uma voz desafinada, um tom agudo. E que brincadeira a minha … Cansei-me das laranjas, dos pinos, das bolas, quis fogo! Aventurei-me, brinquei com ele e queimei-me, atirei-o ao ar como se fossem as minhas amigas bolas, aquelas a que já estou habituado. Por momentos vi a minha mão arder, era uma dor insuportável. Mas encantador aquele espectáculo que nunca antes tinha presenciado. Foi a primeira vez que provoquei dor a mim mesmo. Achava obtuso, estulto, néscio, burro, estúpido, tal acto de despertar dor em si mesmo, nunca antes tinha o compreendido, até eu mesmo o comprovar. Ainda hoje lido com tal vício que me corrói um pouco todos, mas só o facto de o estar a admitir perante estes pequenos, frágeis e virgens guardanapos que pedi “emprestado” ao senhor do café demonstra que estou a superar tal problema. Mas tu, Ruiva ajudaste-me, lembro-me do teu ar preocupado a olhar para a minha mão enquanto eu me hipnotizava com o desconhecido ...  Tu dizias:
-Malabarista! Senhor malabarista! Rapaz, olhe a sua mão, está a arder homem …
Foste-te tu que me acordaste! Fiquei-te tão grato, fui a tua casa. Fiquei a conhecer-te! Altruísta, corajosa, por meter tal vagabundo malabarista, no teu pequeno andar, talvez inocente, inócua demais. Fiquei a saber que te chamavas Clara, que trabalhavas num jornal e que adoravas! Que já me tinhas visto e que te fascinavas por tal arte de atirar ao ar. Que escrevias, que gostavas muito de todas as artes possíveis e imagináveis, mas que te lamentavas por não conhecer melhor nenhuma delas, e naquele dia acabas-te por ligar para o jornal, alegando que uma horrível dor de estômago te estava a fulminar:
- Não chefe, é horrível, não consigo aguentar, mas eu vou tentar fazer tudo aqui em casa e levo amanhã para a redacção. Não chefe , não.     Mas eu vou beber chá e vou dormir. Sim chefe , obrigada (…)  - E pronto já está. Como te chamas mesmo malabarista?
- Gabriel.
- Ah sim, pois é.
- Mas não é necessário ficares comigo, não quero que te prendas. Posso-te tratar por tu, não posso Clara?
- Oh claro que sim Gabriel. Mas não, é que eu não quero mesmo e trabalhar, estou cansada, gostava de ser assim como tu,  atirar laranjas ao ar, fazer o que gosto, sem horários rotineiros.
- Não queiras Clara, nem um emprego consigo encontrar, ando com a casa às costas.
- Pois, tu não tens casa pois não? E os teus pais ?
E foi ai que eu lhe contei toda a minha história de vida, e ela pura e simplesmente encantou-se. Admirou-me pelo facto de ser uma pessoa destemida, corajosa …  E eu , tirei-lhe aquela  ideia da cabeça, o meu grande objectivo agora era correr para os braços da minha mãe a gritar-lhe: - Consegui mãezinha, consegui ! – Mas não conseguia!
Eu queria que a minha mãe soubesse! Juro que queria, queria que ela soubesse o quão era assolapada a paixão que sentia por aqueles cabelos cor de Marte, pela sua voz desafinada, pelo seu corpo de bailarina, pelo seu rosto sarapintado de sardas, pelo seu riso estridente, pelas suas observações patetas, caricatas, castiças … Mas que no fundo faziam sentido, o único problema é que ninguém as tentava entender.
Passamos o resto da manhã em casa dela, mais tarde insistiu em oferecer-me almoço, segundo ela, cachorros quentes seguidos de pasteis acompanhados por uma grande chávena de café sobre o rio, era a receita perfeita para um resto de dia feliz. Era inacreditável, como poderiam dois estranhos entregarem-se assim por um dia, á mercê do destino, esquecendo todas as responsabilidades e complicações, algo completamente desconhecido para o nobre Clara.
No final do dia, já o relógio batia as doze badaladas:                     
- Como o tempo passa a correr Ruiva.
- Ruiva, Gabriel?
- Clara faz lembrar-me casca de ovo, o quão é frágil é casca de ovo, por isso Clara, visto que és uma mulher forte, vou chamar-te também algo pujante e forte como: Ruiva! 
- Está bem Gabriel, mas agora tenho que ir. E caso não nos voltemos a ver, só quero dizer-te que eu hoje realmente senti-me Ruiva.
- Mas Clara, quer dizer Ruiva. Como isso é possível? Eu moro junto a ti!
Clara adorou o facto como ele olhava para a sua nobre, mas pobre vida.
- Tudo pode acontecer caro amigo -  e dito isto, deixou-me um envelope no bolso do seu casaco, tirou o gorro azul da minha cabeça e meteu os seus cabelos ruivos dentro deste, deu-me um beijo nos lábios que se assemelhou  a um penso rápido. Como o nome diz: rápido! De despedida para curar a ferida.
 Pediu-me para fechar os olhos, e quando os voltei a abrir, já não conseguia ver os cabelos cor de fogo da Ruiva do andar da esquina, aquela que me roubara o coração. No meu bolso estava, o que deveria ser um ordenado inteirinho da Ruiva!
Corri, corri até as minhas pernas gemerem e implorarem para parar, mas as pernas finas e ágeis de Clara, correram mais.
O que faria com todo aquele dinheiro, que não era assim tanto, mas dava para talvez comprar umas roupas, tomar um banho e encontrar um emprego, talvez meter-me no comboio e voltar a casa … Talvez dê para alugar um pequenino quarto… Possivelmente. Mas não era justo, aquele dinheiro não me pertencia, nada fiz para o merecer e todos sabem que a vida não é propriamente fácil, muito pelo contrário! Queria devolve-lo a Ruiva! Iria voltar para a sua porta e ali ficaria até lhe devolver esperançosa quantia de dinheiro.
E esta foi a minha convicção até encontrar um recado, um recado para mim no correio de Clara! Uma cartinha de Clara Papoilas. (Juro que a mocinha se chama Papoilas).
Respirei fundo.


Querido Gabriel
Se não leres esta carta, é bom sinal. Quer dizer que seguiste em frente, que arranjas-te um emprego e voltas-te para a tua mãe, ou quem sabe? Alugas-te um quarto e deixas-te esta rua tão rica em sonhos perdidos. Bem, mas se a estiveres a ler, é para te dizer, que eu não quero dinheiro nenhum de volta, eu dei-to porque tenho esperanças que lhe dês melhor uso que eu. Se estivesse na minha posse iria servir para eu pagar a renda, comprar comida para o meu gato – o Pastel - comida para mim e um par de sapatos! Um rotineiro par de sapatos. Por isso eu dei-to a ti, porque eu não o quero para nada.
Escusas de continuar à minha porta, eu abandonei o meu emprego e tão cedo não irei voltar, vou viver a vida, para depois poder escrever um livro sobre esta mesma
 Por isso Gabriel, meu querido malabarista, apesar de só teres passado cerca de 12 horas comigo, foram 12 intensas horas. E eu quero, quero mesmo que te faças a vida!  E que sejas um fantástico malabarista. Quero que voltes para a tua mãe e que lhe fales de mim, a tua amiga Ruiva.
E foste tu, foste tu que me deste a motivação e a coragem que precisava para largar tudo e ir atrás do que eu verdadeiramente quero, tal como tu fizeste há anos trás, tão jovem, belo e apaixonado que deverias ser (e continuas a ser meu caro amigo aproveita bem todo o material de que és feito, porque se não é ouro, é prata).
Mas agora não te preocupes porque daqui a dez anos não me irás encontrar com a casa as costas, porque se algum dia isso estiver prestes a acontecer eu não vou ser orgulhosa como tu estás a ser agora e voltarei para as asas da minha mãe, quem sabe para as tuas, ou para as do mundo.
Talvez rume às asas da minha mãe, sem passar pelas do mundo. No fundo acho que é do que sinto mais falta. Consegui tudo o que queria. Sempre fui uma jovem determinada, e devido a essa minha característica levei tudo a minha avante. Mas agora que tenho tudo o que quero e que fiz tudo o que queria. Apetece-me queimar tudo isto e voltar a fazer. (Tal é a frustração …) Acho que tudo se resume ao facto de ter vinte cinco anos e nenhum objectivo. Por isso, ora é isso mesmo! Vou voltar para casa e refazer os meus passos! Vou para as asas da minha mãe.
E doida? Sim talvez seja, entregar-te assim um pequeno tesouro, mas eu acho que o mereces se não tanto como eu, muito mais!
E agora um beijo semelhante a um penso rápido para a saudade não doer, e um abraço quente e intenso como o solstício de verão, para deixar o meu cheiro e a minha presença agarradas à tua vida, tal como mel (Acho que estou a ser assim tão sincera, porque tenho esperanças que não chegues a ler esta carta, mas cativaste-me Gabriel Brigas, trocaste-me as voltas).
E o teu gorro? Ora assenta-me maravilhosamente bem, foi feito à minha medida e condiz tão bem com o ruivo dos meus caracóis, caracóis que não são caracóis.

Com amor e o mundo na palma da mão
Clara Papoilas (Sim, Papoilas como a cor do meu cabelo)

PS: Caso estejas a minha porta, terás de ler esta carta. Por isso irei deixa-la no meu correio. Por favor chega até ela antes que alguma vizinha minha o faça. Apressa-te!

Regresso

Boa tarde meus queridos, meus queridos amigos/ conhecidos/ desconhecidos/ menos amigos. Uma boa tarde a cada ser individual e independente que ressoa aí do outro lado do mundo (ou não).
A única palavra que saltita nesta mente trapalhona já é bem conhecida por estes lados, e não, não é Lua ou Ruiva, é perdão!
Escreveria tal soante palavra em todas as línguas eu soubesse como fazê-lo, por isso senhoras e senhores que espreitam a Lua do outro lado do globo, um perdão bem "Portuguesinho" para vocês.

E perguntam-me vocês, o que e que eu tenho andado a fazer? Muito e pouco, mais pouco que muito, para ser honesta. Há dias em que o MUITO ganha ao pouco, mas o campeão deste jogo, lamento informar, é o POUCO. O fortalhaço com braços de aço.

Deixei a Medicina Nuclear. Pontofinalparagrafotravessão. Nãopodiaestarmaiscontentecomisso. Ésó.

Faz agora umas quantas luas, que me dediquei fielmente às minhas queridas físicas e químicas. E quem diria que elas não são más de todo? São até algo castiças, devo admitir.

O que eu mais gosto nesta vida é do sentido. Eu gosto de tudo, desde que faça sentido. E ... Preparem-se ... Há sentido na química! Há sentido na física!
Não vos digo o que realmente quero, porque esperança é coisa que anda escassa neste planeta... Vamos esperar par ver.

E depois desta introdução (demasiado extensa - como é costume), vou largar a grande noticia: Caros seguidores? Pessoas nas caixinhas ao fundo do blog? Vou voltar.

Como o meu tempo é pouco (muito pouco)! Vou deixar aqui a nossa Ruiva, vou mostra-la!

E prometo deixar aqui (quase regularmente) as suas historietas.


Esperem 1, 2, 3 ...

Aqui vai ela ....




domingo, 16 de março de 2014

Até a Lua Clara


Apeteceu-me ...




                -Tens a certeza que não queres ficar por cá mais uns tempos Gabriel? – O Sr. António fumava o seu cachimbo e por entre ele balbuciava algumas atenções e olhava-me com um certo carinho disfarçado por pena. Não de mim, mas do facto de eu ter perdido a minha consciência, o homem que mais amava.
-Não Sr. António, mas muito obrigada por tudo o que fizeram por mim.
-Mas e o que vais fazer agora? – Questionou-me Afonso mais uma vez.
-Vou ter com a minha mãe, por agora é só isso que vou fazer.
Todos eles me foram levar ao aeroporto e por entre beijos, abraços e palavras atenciosas, havia ali o desdém preso no olhar, a pena cosida á angustia. Nunca tinham percebido o que me passou pela cabeça por não ter ficado em Lisboa depois do funeral, ignorando e jorrando no chão todas as lagrimas da minha mãe que me suplicavam para ficar em casa. Nenhuma palavra saiu das bocas deles acerca desse assunto, mas eu sabia que nenhum deles compreendiam a atitude que eu estava a tomar, porque nem eu próprio a compreendia. A única coisa que eu sabia era que precisava de me distanciar e foi isso que eu fiz. E agora de mochila as costas estou preparado para voltar para casa.
Durante o tempo que se esvaziou enquanto eu sobrevoava o meu mundo, escrevi para ti, como há muito tempo não fazia Clara.


Clara
Estou hoje a quebrar a promessa que fiz a mim mesmo há cerca de três anos atrás, aquela em que prometi que não te escreveria mais em condição alguma. Falei-te em todas as circunstâncias em que te poderias encontrar para me deixares sem norte. Incrível o meu estado excitado, zangado, angustiado mas acima de tudo esperançado por tu não dares qualquer sinal de vida, durante seis semanas.
Honestamente? Sempre pensei que me fosses responder, que me desses uma justificação incoerente, mas eu decerto acreditaria porque tinhas demasiado relevância em mim, estavas cravada na minha pele, pintada no meu corpo, afincada na minha mente e cosida ao meu pobre coração. Talvez ainda estejas.
 Agora ao fim de três anos, estou anestesiado, dormente e já pouco me importa promessas que te afiancei, a ti e a mim.
Vou falar-te acerca do meu último ano, porque nos restantes dois pouco me importa o que fiz ou deixei por fazer, o que vi, o que amei, o que me angustiou. Nesta altura do campeonato, somente o último ano me gravou como muitos outros não fizeram e hoje senti uma extrema necessidade de te falar.
Estou num avião, caminho a Portugal visto que passei o último ano em Londres e não, não vivi em nenhuma esquina. Se não mudaste, (espero que não), estarias orgulhosa de mim, tirei a carta e o meu curso, o meu último ano foi passado a trabalhar (não na rua) num pequeno teatro em Londres onde apesar de ter feito de tudo um pouco, fiz o que mais gostei: fiz do palco o meu circo apesar de somente por momentos perdidos entre peças teatrais, pujantes, belas. Aprendi a gostar daquela família que conheci entre aqueles cenários. 
Mas aquilo que me está a fazer escrever-te não e a minha alegria cozida ao meu trabalho, nem nada com semelhante relevância:
O meu pai faleceu. O homem que me educou, que me amo, que fez de mim aquilo que sou hoje, a minha nobre consciência. Morreu.
Não quero pena nem misericórdia, eu somente precisava de dize-lo. Hoje admito-o para mim mesmo, ainda continuo dormente mas admito-o.
Ele morreu, o homem que mais amo neste mundo, morreu.
É só Clara, hoje não tenho mais nada para te dizer. Continuo zangado, talvez não contigo, agora com o mundo.
Até a Lua Clara

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Ruiva

A Ruiva

Há já duas horas que me encontrava na escura mas acolhedora taberna, as minhas pernas geladas faziam festas uma a outra na iludida esperança de se aquecerem, claro que as 5 cervejas, estas em pedra, não ajudavam a acalentar-me o corpo, o corpo não, mas a alma sim. Se é que tal existe. E já com a visão algo turva e com os pensamentos embrulhados em ilusões e desmedidas esperanças ia vagueando não pelas ruas, mas por todos os paços que dera até ali chegar, não a taberna, mas a este lugar. Tentar voltar a casa sozinha será uma missão impossível, mas para minha sorte, nos filmes as missões cuja possibilidade é nula realizam-se sempre. Quem será que me vai resgatar desta vez?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Passeatas


Uma imagem vale mais que mil palavras. 
Não é este o viajado provérbio que percorre a boca do mundo, que vê mil imagens e exprime milhões de palavras? 
Eu como sou uma moça de palavras, mostro-vos as imagens e exprimo as palavras que me florescem à medida que me afundo de novo em tudo o que vi! Não tenho hábito de passear, apesar de o adorar a fazer, a minha família é adepta de visitar sítios mais que revisitados e decorados. O conforto sabe bem, não é?
Mas mais doce que o conforto, é a aventura, os cheiros e os sabores que se descobrem quando se pisa nova terra.
O Pedro convidou-me para ir passear com ele e com a família, não pensei duas vezes, bastou-me uma para imaginar tudo e um quarto de outra para o desejado: sim. 
Não me podia ter divertido mais. Ferreira do Zêzere foi o destino, assim como a visitada Vila de Rei e Dornes,  

DIA1- Chegada. Tomei banho no rio
(Vencendo medos - parte1)

DIA2-Fraga de São Simão
(não tenho fotografias - um dos sitios mais maravilhosos onde tomei banho, na água gelada proveniente da fraga)

DIA3- Remei cerca de 7km numa canoa ME-DO
(Vencendo medos- parte2)
PS: Não vi nenhuma cobra

DIA4- Penedo Furado
Tomei banho nas cascatas




Fraga de São Simão

Dornes


Dornes

Não conseguia apertar aquilo! Tal era o medo de cobras e bichos no rio!


que meeeedo!

Vencendo medos

O colete fazia com que não metesse os pés no lodo
Anda Tobi! O pobre do cão não gosta de água, mas teve que aprender a nadar
Tobi no barco!

Penedo Furado




Penedo Furado
Cascata

Trilho das Cascatas - Penedo Furado

Cascatas


sábado, 7 de setembro de 2013

Tenho que partilhar a minha felicidade convosco! Não sei o que me espera, mas vou estar lá para ver!

"Resultado: Colocada

Instituição: [7220] Instituto Politécnico


 de Lisboa - Escola Superior de 

Tecnologia da Saúde de Lisboa

Curso: [8151] Medicina Nuclear"




PS: Morrendo de medo das praxes

Ruiva

-Sentia-me perdida. Continuo perdida.
-Fica perdida nos meus braços.
-Não digas isso se não o queres verdadeiramente Gabriel. Não me faças sofrer.

-Não o farei. – Dito isto beijou-me suavemente os lábios, deixando réstias de si, em mim, no meu rosto que exprimia a fadiga com que eu lutava. Segundo a minha infiel intuição seriam cerca de dez horas e depois de me ter perdido no corpo forte daquele homem que agora me olhava com um ar sereno, sentia os meus olhos a fechar, via apenas o seu rosto turvo encostado ao meu. Ainda sentia os meus olhos inchados das lágrimas gordas que corroboraram com o meu estado de espirito e perdida em pensamentos que nem eu percebia, adormeci. 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Está bem

-Está bem. – Foi só o que eu lhe disse, zangada com o mundo, mais nenhuma palavra o satisfez. Foi nessa altura que ele me agarrou no rosto, passou as mãos pelos meus lábios e pregou-me um beijo lento e conquistador, quente e dócil o suficiente para me fazer voltar a choramingar, não sei se de tristeza se de felicidade. As suas mãos percorreram o meu pescoço e os meus braços frios e chegaram à minha cintura e como se eu fosse cair pegou nela e chegou-me mais para o calor do seu peito. Eu chorava porque nessa altura era só o que conseguia fazer, tal como nos filmes e nos livros sentia uma certa efervescência nos punhos que me faziam querer esmurra-lo não no peito como qualquer bela actriz, protagonista ou heroína, mas na cara tal era a minha cólera, fúria, indignação para com Gabriel e para com a insegurança que ele plantara em mim. Mas não tinha força, continuei apenas a chorar agora no seu ombro desprovida de qualquer energia, ele acalentava-me e passava as suas mãos pelas minhas costas causando-me calafrios. Pegou em mim e deitou-me na cama, finalmente chegara ao meu destino, só não contava que Gabriel se deitasse junto ao meu corpo cozendo a minha pele à sua, formávamos a nobre concha tão aclamada pelos apaixonados.
Parara de chorar. Perdi a conta ao tempo e depois de ter secado e de o frio se começar a apoderar dos meus ossos e da minha carne, fui encontrar o seu olhar:
-Não tens que ir trabalhar?
-Tenho.
-Não vais?
-Não.

-Está bem – Disse-o de novo, não lhe facultava mais nenhuma palavra.



sábado, 17 de agosto de 2013

Ruiva

Gabriel Brigas e Clara Papoilas – O inicio

                O calor era tal que comia a pele escaldada que pensado ter réstia de hipóteses face a tais temperaturas abrasadoras, usava e abusava de protector 50+. Há já uma hora que estava sentada numa esplanada centrada num largo Espanhol, ao longe conseguia avista-lo, ouvia a sua voz reconfortante, o quão bela era? Dócil, baixa, sensual … Não agora, agora era alta, forte e algo áspera para que pudesse chegar aos ouvidos de todos os que o admiravam a ele e às bolas que saltitavam de mão para mão, da testa para o nariz, depois para o pé voltando para as mãos. Queria estar junto a ele, a ouvi-lo de perto, mas por já ser talvez o décimo espetáculo a que assisto, o encanto vai desvanecendo um pouco e a sombra deste chapéu era tão sedutora que larguei o Gabriel por momentos, para me vir poder saciar com uma bela água fresca. O meu pescoço pinga tanta água que dava para encher uma garrafa semelhante a que agora bebi, os meus cabelos ruivos teimam em soltar-se mas eu amarrei-os, não posso deixar que tenham vida própria, não neste dia em que à sombra, estão perto de 40ºc. Acabou, as pessoas começam a dispersar e vejo agora o dono do circo, o gerente da companhia, o homem das contas dirigir-se a ele. Há cerca de 15 dias que chegamos a Málaga, a principio Gabriel não fora assim tão bem recebido, os restantes artistas não se mostram muito abertos aquele homem algo escuro que entrara pensando que tinha os mundos na mão, quando se apercebeu que não eram mundos mas sim só laranjas, a hostilidade desvaneceu e agora era elogiado a torto e a direito, os trapezistas perguntaram-lhe se não queria fazer um número com eles visto Gabriel ter umas luzes acerca do assunto, luzes que vinham da chama que Chapitô introduzira nele. Andam a trabalhar nisso …
                Para mim? Para mim é complicado, vamos agora seguir para Madrid e depois para Barcelona, queria ir a Pamplona, queria visitar as praias Espanholas, mas não é isso que está no percurso, no mapa, nos planos. Nos meus planos também nada disto estava traçado. Nos meus planos estava um verão romântico, aventureiro, sedutor, quente e divertido. A única coisa que se concretizou foram as altas temperaturas que afinal de contas não são assim tão bem recebidas pelo meu organismo habituado à região Londrina onde moro. O último beijo que Gabriel me dera foi na primeira vez que o vira em Lisboa, anda afastado de mim … Logo aí, posso riscar o romântico, assim como o sedutor, aventureiro e divertido, porque o cansaço come os músculos de Gabriel e quando chegamos ao hotel de 3* em que estamos instalados, a cama é de tal forma sedutora que passado poucos minutos, lá está ele envolto nos seus sonhos … Da última vez que o fora chamar, a resposta dele fora: “-Já vou Martinha”. E que digo eu face a isto? Nada. Deixo os meus dias voaram pelos nós dos dedos, anseio por dois segundos durante o dia com ele e assim que os tenho contento-me com tal. Quando me tornei nesta Clara? Quando? Quando passei a viver a minha vida conforme a de alguém? Agora. Ganho coragem para falar sobre tal assunto ensurdecedor, quero questionar-lhe acerca da Marta, quem é ela? Que vida tinha ele? O que se passara nos últimos anos? Eu contara-lhe tudo, mas ele somente ouvira. Será que o conheço como a palma da mão, não, a resposta é simples e pragmática. Achava que sim, mas agora apercebo-me que nem como a palma da mão, nem como a do pé. Não o conheço e sempre que tento abordar tal assunto, as pernas tremem, as mãos suam e eu gaguejo.

                E lá vem ele a correr para mim, com o seu sorriso hipnotizador, vou agora conformar-me com os dois segundos a que tenho direito.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Prison Break

Ando colada a televisão, a minha adorada Fox tem me presenteado com esta série, que a meu ver é grandiosa. Ando a papá-la.

Mas por favor expliquem-me.

Tem que correr sempre algo mal? Porque não chegam eles ao ouro uma vez que seja?

Benfica

Queridos Astronautas (ao tempo que não vos tratava por tal nome, deleite, o que seja ...)
Não sei se sabem, mas moro com dois apaixonados pela cor vermelha. Algo que a mim me aflige bastante é estar em casa quando os encarnados jogam, devido a todos os gritos que quase deitam a casa a baixo. Antes era só uma voz imponente que puxava pelas pernas dos jogadores do Benfica, agora são duas ... Qual o mais apaixonado? Doido? 
Eu sou benfiquista (por gosto), que remédio tenho também? 
Isto para vos contar que o meu pai no passado sábado levou-me a visitar o estádio do Glorioso, passei a tarde inteira de pé a vaguear pelo estádio e pelo museu. Eles nada pagaram porque são sócios, quanto a mim foi 20 eur que o meu pai largou para me levar lá. Eu gostei!



O Estádio


Na sala de conferências

Raquel



Os dois apaixonados
Eu não sabia o que me esperava, portanto a minha inconsciência deixou-me levar um vestido comprido e saltos altos para um estádio de futebol. Ia eu andar pouco!

Duas das milhentas taças que lá se encontram. Há para todos os gostos!

A minha parte preferida, foi um corredor que nos mostrava a história do mundo, desde que o Benfica nasceu (1904) até à actualidade. Referindo aspectos importantes da história mundial como as grandes guerras, Fernando Pessoa, o aparecimento da Internet. Vários aspectos que definem a sociedade contemporânea, mais que isso, o nosso mundo, as pessoas, o lugar onde vivemos!

Brincando

Damião

A camisola de Miklós Fehér - Quem não se lembra?


Pantera Negra


Raquel e os planos

A minha Raquel fez anos dia 4 de Agosto, fomos festejar.
Ela para os seus 18, planeou uma noite inteira que passava por um restaurante nas Docas e por um resto de noite no Urban Beach. Qual foi a nossa maior surpresa (ou não) quando nada do que foi planeado foi realizado, ao que parece os nossos planos não gostam de se concretizar. Mas não podíamos ter uma noite mais divertida, não podíamos ter pedido para andarmos feitas tontas a espreitar discotecas de carro, nem se quer podíamos ter pedido para nos perdermos em Lisboa e termos ido parar ao Casino de Lisboa, às 2:00 h da manhã! Os meninos foram de táxi, não se perderam.
Eu não perdi, ganhei 5 eur e uma noite agridoce!
Um agridoce que soube a mel

Parabéns querida, ily








segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Gabriel


Ganhei forças e voltei a enlaçar os seus braços voláteis e quentes em redor do meu pescoço. As suas pernas estavam tão dóceis que me escorregavam por entre os dedos, o seu cabelo desta vez cheirava a ironia, sarcasmo, talvez a escárnio, cheirava ao “odeio-te” que sabe a “amo-te”, cheirava a todas essas palavras que eu lhe queria gritar, mas que não tivera oportunidade e audácia para tal. Mas no fundo, o que envolvia e ligava todas essas possíveis conjunturas era aquela consciência, aquela afeição, aquele sentimento tão pequenino mas tão influente, tão valioso para mim. Tão desprezível para ti. Talvez amor? As minhas pernas teimosas não queriam percorrer as escadas, mas eu lutei contra elas a cada degrau que subia, a cada passo que dava até chegar à rígida porta do teu quarto, à dura fria cama que esperava por ti. Era insensato, cruel até, deixar-te ali desamparada, sozinha ... quando o teu corpo chamava pelo meu. Mas eu não queria o teu corpo, eu queria o teu coração, a tua cabeça, os teus pés, as tuas mãos.

Não o teu físico, canastro, cortiço, corpo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A Ruiva do Andar da Esquina

De: A Ruiv do Andar da Esquina

-Clara? - Tentei eu, mas a minha voz demasiado baixa não chegou aos seus ouvidos – Clara? – Agora quase que gritara, dera dois passos apressados e aproximara-me mais – Clara Papoilas? – Agora sim gritara e corria atrás dela. Ela parara … Foram preciso duas fracções de segundo para avistar de perto o seu rosto tão próximo do meu, tal eram os seus 175 centímetros de formosura. Sorri, sorri como há muito não sorria quando me apercebi que era ela, a minha Ruiva do andar da esquina, ali está a mulher por quem eu movi mundos e fundos, ao fim de tantos anos, de tantas emoções, de tanto tudo e nada. Recordara agora o último momento que a tivera tão perto de mim, foi algures em Londres, quando ela colara os seus lábios aos meus. Não pude finalizar este doce pensamento, porque antes de criar mais uma qualquer imagem na minha mente, ali estava o corpo dela cada vez mais próximo do meu, o seu sorriso, o seu brilho e os seus lábios cozidos nos meus, tal como na última vez que a vira. Eram carnudos, doces, quentes e afogavam-se em mim, o seu nariz brincava à apanhada com o meu e os seus esguios braços entrelaçaram-se no meu pescoço quando as minhas mãos aconchegaram as suas costas e puxaram-na cada vez mais para junto de mim, como se eu a quisesse engolir. Talvez quisesse, tal era a sofreguidão daquele beijo tão esperado. Dei por mim a tentar controlar as minhas mãos, que desesperadamente queria percorrer as suas costas até chegar ao seu guloso e redondo traseiro. De repente questionei-me: Mas que raio estas tu a fazer? Mas nenhuma resposta importava porque o seu corpo continuava pegado ao meu, os seus braços entrelaçados e a sua boca semiaberta brincando com a minha.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Ruiva


DE: A RUIVA 

Gabriel

Ainda te lembras de mim? Da louca que conheces-te há uns anos? Das cartas que trocámos? Não tens ideia da reviravolta que a minha vida deu, acho que agora analisando bem a situação, tiveste um grande impacto na já falada reviravolta.

Tenho a enviar-te esta carta que há muito viaja comigo. É um rol de dilúvios e uma compilação de palavras nuas e perdidas. Quando ela te vier parar as mãos, provavelmente já eu estarei nelas (assim espero). E que quero eu dizer com isto, perguntas tu? Vou para Lisboa à tua procura, não há-de ser muito difícil encontrar uma morada pois não? (assim espero, mais uma vez).

Já passaram alguns anos. Perdoa a minha ausência, em situações normais nem um pedido de desculpas bordado de ouro apagaria a minha pesada divida para contigo, mas tal como quase tudo em mim … O que me sucedeu foi muito pouco normal. E num dia não muito diferente deste que se está a passar, uma dor aguda atingiu-me, vi um reflexo de ti … A partir desse dia, resolvi que tinha ia encontrar-te! Percorri vezes sem conta as mesmas ruas já tão minhas conhecidas, vi-me no teu lugar. E o quão fantástico e angustiante foi? Aquele misto de sensações fez vibrar todos os centímetros da minha pele.

Acredito que vais querer ver-me ao fim de tanto tempo. Tenho uma boa explicação para ti, não a escreverei aqui porque como já referi, aquando da chegada deste pedaço de papel, já estarei junto a ti. Tenho muita a contar-te, mas cada palavra proferida pelos meus lábios decerto que valerá muito mais que quaisquer mil e uma palavras escritas e reescritas.

Espero ver-te em breve

Com amor

Clara


quinta-feira, 11 de julho de 2013

VENDO

6 EUR


VENDO

terça-feira, 9 de julho de 2013

VENDO

Bem, já vos tinha falado do meu futuro (agora mais proximo) negócio. Espero que adiram, digam o que  pensam e se estiverem interessados. Força !

Boas férias caros astronautas

5 EUR

5 EUR

6 EUR


SE ESTIVEREM INTERESSADOS, APITEM

sábado, 6 de julho de 2013

quatro do sete









 
Os meus 18 anos foram celebrados dia 4/7 , na quinta feira.
Andei o dia inteiro sem aquela aura que nos atinge no nosso aniversário, isto quando ainda temos aquela ânsia de fazer anos! Este ano, não a tive, andei chorosa porque nenhum dos meus amigos se lembrara do meu dia e o meu telemóvel não tocava.
Só tenho a agradecer a todo aqueles que me deixaram assim, a todos os que se "esqueceram" e a todos aqueles que me esperavam a noite para um jantar que eu desconhecia.
Um obrigada do tamanho do mundo ao meu namorado que juntamente com a minha mãe juntou 30 pessoas num restaurante para me gritarem SURPRESA. Não gritaram porque o alcance dos meus olhos os avistaram, mas olhos estes choraram quando os vi a todos, ali para mim.
 
Não podia ter pedido um dia melhor, adorei os meus 18!

Camping Trip 2013 - Peniche





 

Eu. Cláudia


Andé. Claudia. Rodrigo. Tânia. Eu. Pedro. Raquel. Ceia.
Simões













 
Fui acampar com os meus amigos como podem ver, fomos passear uns dias a Peniche. Não podia ter pedido um descanso melhor, mas qual descanso? Os dias eram intermináveis.
 O tempo não foi o melhor. e a máquina era nossa companhia somente quando o sol nos deixava. Aproveitamos todos os minutos esvoaçantes, com boa companhia não se nota o tempo a passar ...
Podia enumerar todos os mil e um momentos entusiasmantes, como quando a Cláudia caiu da bicicleta e foi contra os arbustos a caminho do cabo Carvoeiro, (graças ao Rodrigo que a orientava), ou o Ceia que andava coxo com um calo no pé, a Raquel que descobriu uma almofada dois minutos antes de partirmos e os estúpidos bichos (quaresmos) que não nos largavam. E como quaresmo é feio, a Cláudia baptizou-os de Eusébios. O Simões ficou sem dinheiro por comer demasiado e os milhões de "pontapés " que demos na "língua de Camões" - cito o André. A tânia emprestou-nos a casa porque não tinhamos onde cozinhar.
Não podia ter pedido uns dias melhores na companhia dos meus amigos e do meu namorado.
E que venham mais tardes a tocar e a cantar, mais pontapés e mais muito.
 
Que não nos percamos uns dos outros!